O TEMPO É FUGAZ
Nos últimos dias não venho tendo tempo nem para atualizar este blog, muito tempo para assistir aos filmes que quero assistir e que esperam a chance de passar no VHS ou no DVD.
Os três filmes a seguir foram assistidos na seguinte ordem: "Código Desconhecido", na madrugada de sábado para domingo, seguido de "O Filho de Chucky", enquanto "Natal da Portela" eu terminei de ver na terça-feira última.
Comentem à vontade.
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NATAL DA PORTELA (Idem)
Os três filmes a seguir foram assistidos na seguinte ordem: "Código Desconhecido", na madrugada de sábado para domingo, seguido de "O Filho de Chucky", enquanto "Natal da Portela" eu terminei de ver na terça-feira última.
Comentem à vontade.
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NATAL DA PORTELA (Idem)
Ano de produção: 1988
Países: Brasil/França
Duração: 100 minutos
Idioma: Português
Colorido
Gênero: Cinebiografia/Musical
Classificação etária: ?
Diretor: Paulo Cesar Saraceni
Roteiro: Paulo Cesa Saraceni
Elenco principal:
Milton Gonçalves (Natal da Portela)
Almir Guineto (Paulo da Portela)
Grande Otelo (Seu Napoleão)
Zezé Motta (Maria Elisa)
Adele Fátima (Dona Lota)
Disponível em VHS pela Sagres Filmes.
Sinopse:
Biografia do homem que, mesmo sem saber cantar, dançar ou tocar um instrumento, transformou-se numa das maiores expressões do samba brasileiro, dedicando-se de corpo e alma à sua escola do coração, a Portela.
Fontes:
http://www.2001video.com.br/detalhes_produto_extra_vhs.asp?produto=1317
http://www.us.imdb.com/title/tt0204495/
http://globosat.globo.com/canalbrasil/
Impressões:
O maior risco ao se assistir a uma cinebiografia é acreditar que o biografado merece ser canonizado, mesmo sabendo que um filme, às vezes, é apenas um filme. Com as pedras na mão me preparei para "Natal da Portela". E as pedras caíram. Há muito não via um filme baseado em fatos que fosse tão interessante. A minha recente aproximação do samba tradicional já seria um motivo para assistir à história do homem que fez da Portela uma das grandes escolas de samba do Rio de Janeiro. Mas não era só isso. Já disseram que Milton Gonçalves é o nosso Morgan Freeman. Discordo. Com todo respeito, para mim o Morgan Freeman é que é o Milton Gonçalves norte-americano. Sua interpretação é o ponto alto de "Natal...". A presença constante da Velha Guarda da Portela, às vezes em interessantes licenças poéticas, é outro trunfo. Sem falar nas referências explícitas e implícitas a fatos tais como o governo Vargas, o início da relação do samba com o jogo do bicho, a elitização do carnaval no presente (através da última fala de Natal), etc. Não se pode esquecer, também, da surpreendente atuação do sambista Almir Guineto encarnando o lendário compositor Paulo da Portela, e das pontas de figuras como Jaguar, Fausto Wolff e Jamelão, dentre outros. E tem ainda uma belíssima fotografia e a fluidez do roteiro - com alguns trancos aqui e ali - que casa muito bem com os sambas da trilha sonora. Apenas lamento que essas impressões não façam jus à experiência que foi assistir a "Natal da Portela".
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O FILHO DE CHUCKY (The Seed Of Chucky)
Ano de produção: 2004
Países: EUA/Romênia
Duração: 87 minutos
Idioma: Inglês
Colorido
Gênero: Horror/Comédia
Classificação etária: 14 anos
Diretor: Don Mancini
Roteiro: Don Mancini
Fotografia: Vernon Layton
Música original: Pino Donaggio
Elenco principal:
Brad Dourif (voz de Chucky)
Jennifer Tilly (voz de Tiffany/ela mesma)
Billy Boyd (voz de Glen/Glenda)
Redman (ele mesmo)
Hannah Spearritt (Joan)
John Waters (Pete Peters)
Disponível em DVD pela Paris Filmes.
Sinopse:
Um filme de terror sobre Chucky (Brad Dourif), o boneco assassino, está sendo rodado em Hollywood. Quando as filmagens têm início Glen (Billy Boyd), o boneco órfão de Chucky e Tiffany (Jennifer Tilly), decide partir para o local. Já em Hollywood Glen consegue ressuscitar seus pais, que estão sedentos por sangue e iniciam uma nova série de assassinatos. Porém o que o casal não contava era com a repulsa de Glen, que não quer seguir os passos do pai e também se tornar um assassino. Paralelamente Tiffany fica deslumbrada com o mundo do entretenimento, especialmente quando conhece sua atriz predileta, Jennifer Tilly, que está no filme sobre Chucky.
(Extraído do site Adoro Cinema)
Fontes:
http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/filho-de-chucky/filho-de-chucky.htm
http://www.us.imdb.com/title/tt0387575/
Impressões:
Nunca fui um entusiasta do terror puro e simples. Salvo alguns títulos de Dario Argento - que me fez admirar a implausibilidade de certos filmes - , sou mais interessado em produções que acrescentam humor às vísceras e ao sangue na tela, até mesmo porque esses fikmes criam interesse em conhecer o terror por excelência. Por ora, falo de "O Filho de Chucky", que segue a linha do antecessor, "A Noiva de Chucky", no qual o famigerado boneco assassino ganhara uma companheira de plástico, Tiffany. Em "O Filho...", o protagonista é um boneco escravo de um ventríloquo metaleiro, tem pesadelos, mija-se quando tem medo e quer conhecer seus pais, indo a Hollywood, onde revive seus espíritos adormecidos e, sem querer, faz recomeçar uma série de matanças. Porém, Tiffany quer deixar de ser uma assassina para ser uma estrela de Hollywood, planejando transferir sua alma para o corpo da atriz Jennifer Tilly (a própria). Como se isso não bastasse, Tiff quer levar junto o marido Chucky, cuja alma passaria para o corpo do cantor de rap Redman (o próprio), que aqui pretende dirigir um filme sobre a Virgem Maria. A propósito, sobram pedradas para Mel Gibson e sua "Paixão de Cristo", para Julia Roberts, para os papparazzi (através da aparição hilária do bizarro diretor John Waters), para Britney Spears e para os próprios filmes de terror. Por fim, há pedradas até para Jennifer Tilly, que pareceu-me muito corajosa ao se submeter a uma impiedosa composição, sujeitando-se a piadas sobre sua voz (nem pensem em assistir à versão dublada!), sua carreira, seu peso e até sua idade. Todas essas gozações, no entanto, não superam os conflitos familiares que soam hilários quando vividos pelos bonecos. A aparência andrógina e a ambiguidade sexual e moral do filho, a vontade da mãe de se livrar do vício de matar e as constantes discussões do casal são o ponto alto do roteiro. Por fim, a breve duração do filme e a despretensão do diretor, que escreveu o roteiro deste e dos quatro filmes anteriores da série, garantem a qualidade de "O Filho de Chucky" como uma diversão sobre os lugares-comuns do terror e da comédia.
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CÓDIGO DESCONHECIDO (Code inconnu: Récit incomplet de divers voyages)
Ano de produção: 2000
Países: França/Alemanha/Romênia
Duração: 118 minutos
Idioma: Inglês/Romeno/Malinka /Alemão/Inglês/Árabe/Linguagem Francesa de Sinais
Colorido
Gênero: Drama
Classificação etária: 14 anos
Diretor: Michael Haneke
Roteiro: Michael Haneke
Fotografia: Jürgen Jurges
Música original: Giba Gonçalves
Elenco principal:
Juliette Binoche (Anne Laurent)
Thierry Neuvic (Georges)
Sepp Bierbichler (o fazendeiro)
Alexandre Hamidi (Jean)
Maimouna Hélène Diarra (Aminate)
Ona Lu Yenke (Amadou)
Djibril Kouyaté (o pai)
Luminita Gheorghiu (Maria)
Crenguta Hariton Stoica (Irina)
Bob Nicolescu (Dragos)
Bruno Todeschini (Pierre)
Paulus Manker (Perrin)
Disponível em DVD pela Movie Star.
Sinopse:
Na rua, um rapaz insulta uma imigrante que pede esmolas. Indignado, um homem inicia uma briga com o rapaz. A partir deste episódio a vida de três pessoas se cruzam numa história de racismo, intolerância e ódio na Paris contemporânea. Os personagens centrais são Anne (Juliette Binoche), uma atriz francesa de uma família complicada; Maria (Luminita Gheorghiu), uma imigrante romena que tenta ganhar dinheiro e enviar para seus parentes; e Amadou (Ona Lu Yenke), um professor para surdos de origem africana. O filme acompanha a história desses personagens e das pessoas que cruzam o seus caminhos. Seus encontros são breves. Eles parecem não ter nada em comum, a não ser o "código desconhecido" que une seus diferentes trajetos.
(extraído do site Cineclick)
Fontes:
http://cineclick.virgula.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=9135
http://www.us.imdb.com/title/tt0216625/
Impressões:
O filme prometia muito, a começar pela cena na qual personagens de todos os núcleos narrativos a seguir entram em choque, desnudando várias tensões sociais. Contudo, em certo momento, "Código..." ficou cansativo. Não que isso tenha algo a ver com os cortes quase inoportunos de cada cena, a representação quase documental em algumas passagens e a ausência quase total de trilha sonora. Esses são os maiores méritos da produção. As interpretações são boas, embora Juliette Binoche se destaque dos demais com facilidade. Aliás, seu personagem é o menos esquemático de todos, até mesmo por se tratar de uma atriz, que permite ao diretor usar uma metalinguagem que pode destoar do resto do filme. Talvez Michael Haneke não tenha sido infeliz ao partir de uma história concisa e instigante em "Violência Gratuita" (Funny Games), de 1997, para um tema tão amplo quanto a incompreensão entre as pessoas em "Código...". Mas acredito que valerá a pena assistir a "Caché", ou mesmo "A Professora de Piano", que só pela Isabelle Huppert já deve valer alguma coisa.



