Friday, June 23, 2006

O TEMPO É FUGAZ

Nos últimos dias não venho tendo tempo nem para atualizar este blog, muito tempo para assistir aos filmes que quero assistir e que esperam a chance de passar no VHS ou no DVD.
Os três filmes a seguir foram assistidos na seguinte ordem: "Código Desconhecido", na madrugada de sábado para domingo, seguido de "O Filho de Chucky", enquanto "Natal da Portela" eu terminei de ver na terça-feira última.
Comentem à vontade.

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NATAL DA PORTELA (Idem)

Ano de produção: 1988
Países: Brasil/França
Duração: 100 minutos
Idioma: Português
Colorido
Gênero: Cinebiografia/Musical
Classificação etária: ?
Diretor: Paulo Cesar Saraceni
Roteiro: Paulo Cesa Saraceni

Elenco principal:
Milton Gonçalves (Natal da Portela)
Almir Guineto (Paulo da Portela)
Grande Otelo (Seu Napoleão)
Zezé Motta (Maria Elisa)
Adele Fátima (Dona Lota)

Disponível em VHS pela Sagres Filmes.

Sinopse:
Biografia do homem que, mesmo sem saber cantar, dançar ou tocar um instrumento, transformou-se numa das maiores expressões do samba brasileiro, dedicando-se de corpo e alma à sua escola do coração, a Portela.

Impressões:

O maior risco ao se assistir a uma cinebiografia é acreditar que o biografado merece ser canonizado, mesmo sabendo que um filme, às vezes, é apenas um filme. Com as pedras na mão me preparei para "Natal da Portela". E as pedras caíram. Há muito não via um filme baseado em fatos que fosse tão interessante. A minha recente aproximação do samba tradicional já seria um motivo para assistir à história do homem que fez da Portela uma das grandes escolas de samba do Rio de Janeiro. Mas não era só isso. Já disseram que Milton Gonçalves é o nosso Morgan Freeman. Discordo. Com todo respeito, para mim o Morgan Freeman é que é o Milton Gonçalves norte-americano. Sua interpretação é o ponto alto de "Natal...". A presença constante da Velha Guarda da Portela, às vezes em interessantes licenças poéticas, é outro trunfo. Sem falar nas referências explícitas e implícitas a fatos tais como o governo Vargas, o início da relação do samba com o jogo do bicho, a elitização do carnaval no presente (através da última fala de Natal), etc. Não se pode esquecer, também, da surpreendente atuação do sambista Almir Guineto encarnando o lendário compositor Paulo da Portela, e das pontas de figuras como Jaguar, Fausto Wolff e Jamelão, dentre outros. E tem ainda uma belíssima fotografia e a fluidez do roteiro - com alguns trancos aqui e ali - que casa muito bem com os sambas da trilha sonora. Apenas lamento que essas impressões não façam jus à experiência que foi assistir a "Natal da Portela".

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O FILHO DE CHUCKY (The Seed Of Chucky)

Ano de produção: 2004
Países: EUA/Romênia
Duração: 87 minutos
Idioma: Inglês
Colorido
Gênero: Horror/Comédia
Classificação etária: 14 anos
Diretor: Don Mancini
Roteiro: Don Mancini
Fotografia: Vernon Layton
Música original: Pino Donaggio

Elenco principal:
Brad Dourif (voz de Chucky)
Jennifer Tilly (voz de Tiffany/ela mesma)
Billy Boyd (voz de Glen/Glenda)
Redman (ele mesmo)
Hannah Spearritt (Joan)
John Waters (Pete Peters)

Disponível em DVD pela Paris Filmes.

Sinopse:
Um filme de terror sobre Chucky (Brad Dourif), o boneco assassino, está sendo rodado em Hollywood. Quando as filmagens têm início Glen (Billy Boyd), o boneco órfão de Chucky e Tiffany (Jennifer Tilly), decide partir para o local. Já em Hollywood Glen consegue ressuscitar seus pais, que estão sedentos por sangue e iniciam uma nova série de assassinatos. Porém o que o casal não contava era com a repulsa de Glen, que não quer seguir os passos do pai e também se tornar um assassino. Paralelamente Tiffany fica deslumbrada com o mundo do entretenimento, especialmente quando conhece sua atriz predileta, Jennifer Tilly, que está no filme sobre Chucky.
(Extraído do site Adoro Cinema)

Impressões:

Nunca fui um entusiasta do terror puro e simples. Salvo alguns títulos de Dario Argento - que me fez admirar a implausibilidade de certos filmes - , sou mais interessado em produções que acrescentam humor às vísceras e ao sangue na tela, até mesmo porque esses fikmes criam interesse em conhecer o terror por excelência. Por ora, falo de "O Filho de Chucky", que segue a linha do antecessor, "A Noiva de Chucky", no qual o famigerado boneco assassino ganhara uma companheira de plástico, Tiffany. Em "O Filho...", o protagonista é um boneco escravo de um ventríloquo metaleiro, tem pesadelos, mija-se quando tem medo e quer conhecer seus pais, indo a Hollywood, onde revive seus espíritos adormecidos e, sem querer, faz recomeçar uma série de matanças. Porém, Tiffany quer deixar de ser uma assassina para ser uma estrela de Hollywood, planejando transferir sua alma para o corpo da atriz Jennifer Tilly (a própria). Como se isso não bastasse, Tiff quer levar junto o marido Chucky, cuja alma passaria para o corpo do cantor de rap Redman (o próprio), que aqui pretende dirigir um filme sobre a Virgem Maria. A propósito, sobram pedradas para Mel Gibson e sua "Paixão de Cristo", para Julia Roberts, para os papparazzi (através da aparição hilária do bizarro diretor John Waters), para Britney Spears e para os próprios filmes de terror. Por fim, há pedradas até para Jennifer Tilly, que pareceu-me muito corajosa ao se submeter a uma impiedosa composição, sujeitando-se a piadas sobre sua voz (nem pensem em assistir à versão dublada!), sua carreira, seu peso e até sua idade. Todas essas gozações, no entanto, não superam os conflitos familiares que soam hilários quando vividos pelos bonecos. A aparência andrógina e a ambiguidade sexual e moral do filho, a vontade da mãe de se livrar do vício de matar e as constantes discussões do casal são o ponto alto do roteiro. Por fim, a breve duração do filme e a despretensão do diretor, que escreveu o roteiro deste e dos quatro filmes anteriores da série, garantem a qualidade de "O Filho de Chucky" como uma diversão sobre os lugares-comuns do terror e da comédia.
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CÓDIGO DESCONHECIDO (Code inconnu: Récit incomplet de divers voyages)

Ano de produção: 2000
Países: França/Alemanha/Romênia
Duração: 118 minutos
Idioma: Inglês/Romeno/Malinka /Alemão/Inglês/Árabe/Linguagem Francesa de Sinais
Colorido
Gênero: Drama
Classificação etária: 14 anos
Diretor: Michael Haneke
Roteiro: Michael Haneke
Fotografia: Jürgen Jurges
Música original: Giba Gonçalves

Elenco principal:
Juliette Binoche (Anne Laurent)
Thierry Neuvic (Georges)
Sepp Bierbichler (o fazendeiro)
Alexandre Hamidi (Jean)
Maimouna Hélène Diarra (Aminate)
Ona Lu Yenke (Amadou)
Djibril Kouyaté (o pai)
Luminita Gheorghiu (Maria)
Crenguta Hariton Stoica (Irina)
Bob Nicolescu (Dragos)
Bruno Todeschini (Pierre)
Paulus Manker (Perrin)

Disponível em DVD pela Movie Star.

Sinopse:
Na rua, um rapaz insulta uma imigrante que pede esmolas. Indignado, um homem inicia uma briga com o rapaz. A partir deste episódio a vida de três pessoas se cruzam numa história de racismo, intolerância e ódio na Paris contemporânea. Os personagens centrais são Anne (Juliette Binoche), uma atriz francesa de uma família complicada; Maria (Luminita Gheorghiu), uma imigrante romena que tenta ganhar dinheiro e enviar para seus parentes; e Amadou (Ona Lu Yenke), um professor para surdos de origem africana. O filme acompanha a história desses personagens e das pessoas que cruzam o seus caminhos. Seus encontros são breves. Eles parecem não ter nada em comum, a não ser o "código desconhecido" que une seus diferentes trajetos.
(extraído do site Cineclick)

O filme prometia muito, a começar pela cena na qual personagens de todos os núcleos narrativos a seguir entram em choque, desnudando várias tensões sociais. Contudo, em certo momento, "Código..." ficou cansativo. Não que isso tenha algo a ver com os cortes quase inoportunos de cada cena, a representação quase documental em algumas passagens e a ausência quase total de trilha sonora. Esses são os maiores méritos da produção. As interpretações são boas, embora Juliette Binoche se destaque dos demais com facilidade. Aliás, seu personagem é o menos esquemático de todos, até mesmo por se tratar de uma atriz, que permite ao diretor usar uma metalinguagem que pode destoar do resto do filme. Talvez Michael Haneke não tenha sido infeliz ao partir de uma história concisa e instigante em "Violência Gratuita" (Funny Games), de 1997, para um tema tão amplo quanto a incompreensão entre as pessoas em "Código...". Mas acredito que valerá a pena assistir a "Caché", ou mesmo "A Professora de Piano", que só pela Isabelle Huppert já deve valer alguma coisa.

Saturday, June 17, 2006

GATINHAS E GATÕES (Sixteen Candles)


Ano de produção: 1984
País: EUA
Duração: 93 minutos
Idioma: Inglês
Colorido
Gênero: Comédia/Romance
Classificação etária: 12 anos
Diretor: John Hughes
Roteirista: John Hughes
Fotografia: Bobby Byrne
Trilha sonora original: Jack Blades, Annie Golden e Ira Newborn

Elenco principal:
Molly Ringwald (Samantha Baker)
Justin Henry (Mike Baker)
Michael Schoeffling (Jake Ryan)
Haviland Morris (Caroline Mulford)
Gedde Watanabe (Long Duk Dong)
Anthony Michael Hall (Fazendeiro Ted)
Paul Dooley (Jim Baker)
Carlin Glynn (Brenda Baker)
Blanche Baker (Ginny Baker)
Edward Andrews (Howard Baker)
Billie Bird (Dorothy Baker)
Carole Cook (Avó Helen)
Max Showalter (Avô Fred)

Disponível em DVD pela Universal Home Video.

Sinopse:
Samantha Baker jamais imaginou que seu 16º aniversário seria um dos piores dias de sua vida. Sua família se esqueceu de lhe dar parabéns, sua paixão platônica continua sendo platônica, o garoto mais esquisito da escola está pegando no pé dela, e para completar, sua irmã chata vai casar, atraindo para si todas as atenções da família.
(Extraído do site 2001 Video – DVD, adaptado)

Fontes:
http://www.2001video.com.br/detalhes_produto_extra_dvd.asp?produto=10759
http://www.us.imdb.com/title/tt0088128/
http://www.us.imdb.com/name/nm0000208/bio


Impressões:

O tempo é quem diz se uma obra artística ainda vale para o presente ou se tem puramente valor histórico, e não aconteceria de outra maneira com o cinema. De fato, uma das poucas conseqüências benéficas do recente revival dos anos 80 foi a reabilitação de certos nomes menosprezados pela crítica e apreciados pelas massas. John Hughes é uma recente descoberta minha – os trechos dos seus filmes a que assistia na “Sessão da Tarde” não servem de referência. Um dos melhores filmes dessa época, para mim, foi “O Clube dos Cinco”, pelo qual Hughes chegou a receber o título de “Spielberg jovem”, o que na época ainda poderia soar como um elogio.
Porém, o filme da vez é “Gatinhas e Gatões”, um título que pode afugentar os mais apressados, imaginando uma comédia tola ou uma pornochanchada, com todo respeito a este gênero subestimado. O título original, que traduzido para o português fica “Dezesseis Velas”, representa uma fase complicada na vida de Samantha Baker (Molly Ringwald, encantadora), com a qual muitas adolescentes já se identificaram. Porém, a idéia de mostrar sua paixão platônica, o boa-pinta Jake Ryan (Michael Schoeffling), como um rapaz que, no fundo, também está em busca do amor, torna a história interessante. O contraponto tragicômico dessa trama está no impagável Fazendeiro Ted (Anthony Michael Hall), que praticamente persegue a bela Samantha em busca da primeira transa. John Hughes poderia centrar a história apenas nesse triângulo que nem chega a ser amoroso, mas vai além ao retratar, através de aparentes estereótipos, um panorama no qual praticamente todos os adolescentes do mundo já se encontraram. A prova disso está nas duas festas que ocorrem no filme, a primeira no colégio e a segunda na casa de Jake, através da fauna humana apresentada. Outra observação pertinente é que os palavrões e as cenas de nudez do filme, nunca gratuitas, mostram que até mesmo filmes para adolescentes feito “Gatinhas e Gatões” eram mais interessantes do que boa parte da produção hollywoodiana atual, com grupos de opinião e comitês de pseudoroteiristas fazendo imperar a acefalia no cinema norte-americano.
Interessante notar, também, que em 1984 os atores Anthony Michael Hall e Molly Ringwald eram ídolos e os irmãos John e Joan Cusack eram meros coadjuvantes. Atualmente vemos as carreiras de Anthony e Molly em franca decadência, enquanto Joan sempre consegue papéis de relativo destaque no cinema e seu irmão John conseguiu a proeza de figurar em filmes arrasa-quarteirão sem deixar de trabalhar em produções alternativas. Na época de “Gatinhas...”, certos atores conseguiam fama interpretando variações de um mesmo papel, o que não era nenhuma novidade em Hollywood. Contudo, quando um ator ou uma atriz consegue o estrelato na infância ou na adolescência, a idade adulta tira-lhe a graça da juventude e o obriga a se adaptar aos novos tempos se quiser sobreviver no mercado. Molly Ringwald, por exemplo, chegou a recusar os papéis principais de filmes como “Uma Linda Mulher” ou “Ghost”, o que em parte explica seu semi-ostracismo no cinema. No caso de Anthony, o alcoolismo foi o que acabou de atravancar sua carreira. Mas nenhum desses tropeços se compara com a atual situação de John Hughes, que era um dos diretores de cinema mais badalados na década de 80 e não dirige nenhum filme há quinze anos, tendo se ocupado com o roteiro de filmes medíocres e, dizem, sem disposição alguma para retomar sua carreira de realizador, o que é lamentável.
Sem saudosismo barato, é possível dizer que “Gatinhas e Gatões” é um filme que diverte e enternece justamente por - tal qual em outras obras de John Hughes - tratar da fase da vida que define os rumos a serem seguidos por todos nós quando adultos. Com a qualidade de tratar o espectador como um ser pensante e emocional, coisa que os atuais diretores de filmes desse gênero, com raras exceções, não conseguem fazer.

Friday, June 16, 2006

O CULPADO (The Guilty)


Ano de produção: 2000
Países: EUA/Reino Unido/Canadá
Duração: 112 minutos
Idioma: Inglês
Colorido
Gênero: Suspense
Classificação etária: 14 anos
Diretor: Anthony Waller
Roteiro: Simon Burke, baseado no romance homônimo de William Davies
Fotografia: Tobias Schliessler
Música original: Debbie Wiseman

Elenco principal:
Bill Pullman (Callum Crane)
Devon Sawa (Nathan Corrigan)
Gabrielle Anwar (Sophie Lennon)
Angela Featherstone (Tanya Duncan)
Joanne Whalley (Natalie Crane)
Darcy Belsher (Dennis)
Jaimz Woolvett (Leo)
Ken Tremblett (Brent Frazer)

Disponível em DVD pela Flashstar Home Video.

Sinopse:
"(...) Callum Crane (Bill Pullman) é um advogado renomado. Ninguém consegue derrotá-lo e jamais alguém lhe disse um não, exceto sua secretária Sophie (Gabrielle Anwar). E quando ele passa dos limites, ela jura vingança. Crane contrata Nathan (Devon Sawa), um jovem imprevisível, para se livrar de Sophie de uma vez por todas. Mas ele acaba descobrindo que não se pode confiar em outra pessoa para fazer um serviço sujo (...)."
(Extraído do site Allcenter, adaptado)

Impressões:

Às vezes me arrependo por criar certas expectativas sobre alguns filmes. Ainda mais quando há no elenco o nome Bill Pullman, um ator muito subestimado que merecia melhores papéis nos últimos tempos. Aqui ele interpreta Callum Crane, um advogado amoral que ganha todas as causas que defende. Após mais uma vitória no tribunal, sai para beber com sua nova secretária (Gabrielle Anwar, que dançou tango com Al Pacino em "Perfume de Mulher"), o que leva a um jogo de sedução que termina muito mal, uma vez que o advogado acaba por violentá-la. Buscando evitar uma indisposição profissional, Callum Crane demite a mulher, que, ao saber da indicação do ex-patrão para juiz federal, ameaça ir à polícia e à imprensa contar a verdade caso ele aceite o cargo, o qual sempre desejou. Paralelamente temos um ladrão de carros em liberdade condicional (Dewon Sawa) que descobre ser filho de Crane. Porém, ao procurá-lo para anunciar o fato, as circunstâncias fazem com que o advogado contrate o rapaz para matar sua ex-secretária. Por uma coincidência motivada por um acidente de carro, o jovem acaba se aproximando da sua pretensa vítima, sem imaginar, a princípio, que ela seria a pessoa que o cínico advogado queria ver morta. O que se segue daí em diante é uma série de voltas e reviravoltas na história que, infelizmente, mantém o suspense em piloto automático, onde a história se desenvolve bem até o final mas não há mais tanto interesse em acompanhá-la. Um filme no meio do caminho. Apenas isso. Que experiências assim não aconteçam tão cedo comigo.
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A propósito, se tudo correr bem, abrirei uma seção sobre os filmes em VHS que tenho comprado nas locadoras nos últimos dias. É cada surpresa que surge das prateleiras mais empoeiradas...

Thursday, June 15, 2006

CONTROL (Idem)


Ano de produção: 2004
País: EUA
Duração: 103 minutos
Idioma: Inglês
Colorido
Gênero: Suspense
Classificação etária: 12 anos
Diretor: Tim Hunter
Roteiristas: Todd Slavkin e Darren Swimmer
Elenco principal:
Ray Liotta (Lee Ray Oliver)
Willem Dafoe (Dr. Michael Copeland)
Michelle Rodriguez (Teresa)
Stephen Rea (Arlo)
Polly Walker (Barbara)
Kathleen Robertson (Eden Ross)
Tim DeKay (Bill Caputo)
Mark Pickard (Gary Caputo)

Disponível em DVD pela Califórnia Filmes.

Sinopse:
Condenado à morte, Ray está prestes a receber a injeção letal. No entanto, o Dr. Copeland propõe que, em troca de sua liberdade, ele seja cobaia de um programa experimental que muda o comportamento das pessoas.
(Extraído do site do Telecine)

Impressões:

Pela capa do filme na locadora, poderia passar despercebido em meio a tantas nulidades. Aliás, esse é um empecilho terrível àqueles que procuram novas experiências cinematográficas e não têm tempo em saber mais sobre os filmes que lhes chegam às mãos.
Porém, zapeando os canais da televisão, me deparei com a belíssima Michelle Rodriguez, a nova "bad girl" de plantão dos Estados Unidos, dentro de um lavajato. Há muito deixei de cair no golpe da atriz bonita que me faz assistir a filmes ruins só para vê-la em ação. A sorte é que a sinopse de "Control" era instigante. Foi o que me bastou para querer assistir ao filme inteiro, o que fiz hoje à noite.
De fato foi uma boa surpresa. "Control" apresenta bom ritmo e tensão crescente, fazendo o espectador querer saber o que acontecerá com Lee Ray Oliver (Ray Liotta) à medida em que o tratamento avança. Vale também apontar o paralelo entre a fúria inata de Ray com o aparente autocontrole do Dr. Michael Copeland (Willem Dafoe), cujo passado ajuda a entender sua empatia com o paciente.
O elenco está bem afinado. Ray Liotta sabe encarnar personagens iracundos com muita competência, vide seu trabalho em "Narc".
Willem Dafoe, outrora conhecido por encarnar personagens psicóticos, convence muito bem no papel do cientista. Michelle Rodriguez aparece pouco, mas o suficiente para sinalizar uma possibilidade de nova vida para o protagonista, sendo que seu personagem também procura abandonar o passado. Contudo, Stephen Rea está apático neste filme, longe das atuações que fez em alguns dos melhores filmes de Neil Jordan.
Em suma, "Control" é o típico filme que não revolucionará o cinema mas que mantém sua função de contar histórias de uma forma diferente das demais. Está acima da média, o que é um alento em tempos de pragas de refilmagens e filmes anticlimáticos.

ESCLARECIMENTOS INICIAIS

Após muito tempo lendo os blogs dos outros, decidi compartilhar minhas experiências de espectador de filmes com outras pessoas além das que têm paciência para ouvi-las pessoalmente.
Infelizmente não sei a quantos filmes já assisti, mas de acordo com um guia de vídeo da Nova Cultural de 1994 - que ainda classificava os filmes de uma a cinco estrelas -, já vi mais de 360 produções. Daí pra cima não faço mais conta.
Portanto, a partir de hoje, escreverei sobre cada filme que vier a assistir. Quanto aos filmes anteriormente assistidos, poderei falar sobre alguns deles, caso seja interessante.
Porém, antes de começar as postagens, eis as regras deste blog:
1. Todo comentário é bem-vindo, especialmente se tratar dos filmes que vierem a ser citados.
2. Qualquer correção ao conteúdo deste blog será aceita, seja ela técnica ou gramatical.
3. Não estranhem se eu disser que vi este ou aquele filme no dia X na tevê por assinatura, sabendo que o mesmo filme foi exibido há semanas. Nem sempre tenho tempo para assistir a um filme do começo ao fim, por isso eu gravo de madrugada (salve o timer do VHS!) e assisto em pedaços, em semanas, quando não tenho nada para fazer ou quando não sou interrompido.
4. Não haverá nenhuma regra definindo os tipos de filmes a serem assistidos. Não me restrigirei aos clássicos nem às novidades da locadora.
5. Só comentarei sobre filmes aos quais tenha assistido por inteiro. Não é do meu feitio criticar um filme aos qual só assisti em parte ou do qual apenas ouvi falar. Se essa regra fosse seguida pela maioria dos críticos de cinema, seu trabalho melhoraria uns 50%.
6. Toda espécie de sugestão será considerada e, à medida do possível, comentada.
7. Toda comunicação com os frequentadores deste blog se dará através dos espaços para comentários. Porém, se necessário for, poderei abrir uma conta de e-mail exclusiva do blog.
8. Sabendo que uma mão lava a outra, anúncios de blogs correlatos a este serão veiculados sem nenhum ônus, desde que a recíproca seja verdadeira.
9. Deixo claro que não me considero um cinéfilo, pois tal palavra pressupõe um conhecimento razoavelmente profundo sobre cinema. Prefiro me definir como um espectador esforçado que tenta abstrair-se do maior número possível de preconceitos sobre cinema.
10. É isso aí. Afinal, estes não são os Dez Mandamentos.